domingo, 28 de novembro de 2010

Síntese do Capítulo IX- Memorial do Convento

- Mudança de Baltasar e Blimunda para a Quinta em S.Sebastião da Pedreira, para auxiliar o Padre Bartolomeu Lourenço na construção da Passarola;
- Continuação da construção da passarola pelo Padre e pelo casal;
- Ajuda preciosa de Blimunda na cosntrução, que utilizando o seu dom, vai descobrindo as fraquezas da obra para posteriormente serem reparadas;
- O padre Bartolomeu atribui a Blimunda o nome de Sete Luas, por ver às escuras, e o nome de Sete Sóis a Baltasar por ver às claras;
- Descoberta dos inúmeros casos das freiras, alguns destes com o próprio rei, e posterior manifestação contra a ordem imposta por D.João V afirmando que estas apenas podem falar no Convento com Familiares;
- Apercebemo-nos que o Rei cedendo mais uma vez aos seus caprichos e agindo de acordo com a sua personalidade, protege o Padre Bartolomeu Lourenço da Inquisição;
- Surgimento de um problema na construção da passarola, a falta de Éter. O Padre vai então partir para a terra dos sábios sobre Alquimia e Éter na Holanda.
- O casal com a partida do padre para a holanda, decide regressar a Lisboa, e em vez de irem assistir ao auto-de-fé, vão às touradas no Terreiro do Paço, pois estas ainda não existiam em Mafra.
-As touradas são comparadas aos auto-de-fé, pois ambas remetem para a alegria e euforia exprimentadas pelo rei e pelo povo.
- Verifica-se uma ironia por parte do narrador, quando este afirma que as pessoas em Lisboa já não estranham o cheiro a carne queimada pois estão habituados aos autos-de-fé. Há tambem uma perspectiva crítica quando diz que a morte dos judeus é positiva pois os seus bens remetem para a coroa.
- Partida de Blimunda e Baltasar para Mafra.


( Tenho mais resumos/apontamentos deste capítulo, se alguém quiser, esteja à vontade para pedir.)


Joana Ariosa

Capítulo III - Memorial do Convento

Inicia o capítulo com o contraste entre ricos e pobres: caracteriza a gula dos ricos e as suas consequências e, por outro lado, mostra que a carência alimentar dos pobres pode levá-los à morte.

Tinha terminado o Entrudo iam entrar no período de Quaresma

Referência à imundície que havia em Lisboa nesta época, mostrando, mais uma vez, que ao rei apenas importava a sua ostentação e o poder, não o seu povo.
“Porque a cidade é imunda, alcatifada de excrementos, de lixo, …, de lama mesmo quando não chove…”

“Lisboa cheira mal, cheira a podridão…”

“… o mal é dos corpos, que a alma, essa, é perfumada.”



Deste capítulo podemos concluir que as ideias principais são:
A descrição dos contrastes entre ricos e pobres;
A entrada na Quaresma;
A explicação de tudo o que se passa durante a procissão de penitência, aproveitando Saramago para criticar os costumes e rituais da época;
A infidelidade das mulheres e o desinteresse dos maridos;
Os sonhos de D. Maria Ana com D. Francisco e a sua devoção.

Diogo Ferreira nº6 12ºC

T. Pastrana Double Backflip - X Games 2006

sábado, 27 de novembro de 2010

Lisboa

«A saudade, dizia Maria do Carmo, não é uma palavra, é uma categoria do espírito, só os portugueses conseguem senti-la, porque têm esta palavra para dizer que a têm, disse-o um grande poeta. E então começava a falar de Fernando Pessoa. Ia buscá-la a casa dela na Rua das Chagas por volta das seis da tarde, ela ficava à minha espera atrás de uma janela, quando me via desembocar no Largo de Camões abria o pesado portão e descíamos em direcção ao cais deambulando pela Rua dos Fanqueiros e pela Rua dos Douradores, vamos seguir um itinerário fernandino, dizia ela, estes eram os lugares predilectos de Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa, semi-heterónimo por definição, era aqui que ele fazia a sua metafísica, nestas barbearias. Àquela hora a Baixa estava cheia de gente apressada e barulhenta, os escritórios das companhias de navegação e das firmas comerciais fechavam os guichets, nas paragens dos eléctricos havia bichas enormes, ouvia-se os gritos dos engraxadores e dos ardinas. Enfiávamos na confusão da Rua da Prata, atravessávamos a Rua da Madalena e descíamos em direcção ao Terreiro do Paço, branco e melancólico, onde os primeiros cacilheiros atulhados de gente largavam para a outra banda. Estamos já na Lisboa de Álvaro de Campos, dizia Maria do Carmo, em puocas ruas mudámos de heterónimo.
Àquela hora a luz de Lisboa era branca para os lados da barra e rosada sobre as colinas, os edifícios pombalinos pareciam uma oleografia e o Tejo era sulcado por uma miríade de barcos. Aproximávamo-nos do cais, o cais onde Álvaro de Campos ia esperar ninguém, como dizia Maria do Carmo, e recitava alguns versos da «Ode Marítima», aquela passagem em que o pequeno paquete desenha o seu perfil no horizonte e Campos sente um volante que começa a girar dentro de si. A noite ia caindo sobre a cidade, acendiam-se as primeiras luzes, também o Tejo se acendia com os reflexos, nos olhos de Maria do Carmo havia uma grande melancolia. Talvez sejas novo demais para perceberes, com a tua idade eu não teria percebido, não teria imaginado que a vida fosse como um jogo a que eu jogava na minha infância em Buenos Aires, Pessoa é um génio porque percebeu o reverso das coisas, do real e do imaginado, a poesia dele é um juego del revés.

Antonio Tabucchi, O Jogo do Reverso

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Apresentação Oral - Síntese do Capítulo II da obra Memorial do Convento

O Capítulo II da obra “Memorial do Convento” começa com a referência a Portugal como um país bem servido de milagres, sendo que até mesmo a concepção da rainha, se ocorresse, seria vista como mais um entre os vários milagres tradicionalmente relacionados à ordem de São Francisco. Diz-se, por exemplo, que um tal frei Miguel da Anunciação, mesmo depois de morto, conservara o seu corpo intacto durante dias, atraindo, desde então, uma grande quantidade de devotos para a sua igreja, tendo sido dito que nessa mesma igreja foi dada vista a cegos e pés a mancos.
Noutra altura, deu-se outro milagre. Este está relacionado com Santo António, uma vez que, certo dia, a sua a imagem, que vigiava uma igreja franciscana, moveu-se até uma janela pela qual ladrões tentavam entrar, pregando-lhes assim um grande susto. O que mais alto na escada se encontrava caiu ao chão, desamparado, tendo sido socorrido por fiéis, com os quais acabou por se recuperar, tornando-se um homem são, salvo e arrependido.
Outro caso, sendo este o principal do capítulo, é o do furto de três lâmpadas de prata do convento de S. Francisco de Xabregas, no qual entraram ladrões pela clarabóia e, passando junto à capela de Santo António, nada ali roubaram. Tudo começou pela meia-noite, quando os frades, ao entrar na igreja, deram com ela às escuras. Verificaram de imediato que não era o azeite que faltava através do tacto e do cheiro, uma vez que este se encontrava derramado no chão. Só depois então perceberam que o que faltava eram as lâmpadas, uma vez que ainda puderam ver as correntes onde estas tinham estado suspensas a oscilar, o que indicava que o crime ainda estava “fresco”. Assim, esperando que os ladrões estivessem por perto, saíram em patrulhas pelas estradas, enquanto que outros, desconfiados de que os ladrões pudessem estar ainda escondidos na igreja, deram a volta, percorreram-na e só nessa altura viram que no altar de Santo António, rico em prata, nada havia sido mexido. O frade, com toda aquela preocupação e irritação, culpou Santo António por ter deixado ali passar alguém, sem que nada lhe tirasse, e disse: “E vós, santo, só guardais a prata que vos toca, e deixais levar a outra, pois em paga disso não vos há-de ficar nenhuma, e ditas estas violentíssimas palavras, foi-se à capela e começou a despi-la toda, tirando não só as pratas, mas as toalhas e adornos, e não só à capela, mas também ao próprio santo, que viu levarem-lhe a auréola de tirar e pôr, e a cruz, e que ficaria sem Menino ao colo se outros religiosos não tivessem acudido, achando punição excessiva e advertindo que o deixasse para consolação do pobre castigado.” Assim, o frade deixou o Menino como seu “fiador", até que o santo se dignasse a devolver as lâmpadas. Com tudo isto que se passou eram já duas depois da meia-noite, e, assim, recolheram-se os frades e foram dormir, alguns temendo que viesse o santo tirar a desforra do insulto... Na manhã seguinte, apareceu na portaria do convento um estudante, que, querendo falar ao prelado (bispo), revelou estarem as lâmpadas no Mosteiro da Cotovia, dos padres da Companhia de Jesus. Desta forma, faz-nos desconfiar que o tal estudante, apesar de querer ser padre, fora o autor do furto e que, arrependido, deixara lá as lâmpadas, por não ter coragem de as devolver pessoalmente. Desta forma, voltaram as lâmpadas a S. Francisco de Xabregas, e o responsável não foi descoberto.
Por fim, e incidindo agora um pouco mais no narrador, é importante referir que este volta ao caso do frei António de S. José, levando-nos a desconfiar que este, através do confessor de D. Maria Ana, soube da gravidez da rainha muito antes do rei.
No que toca à construção frásica, não só neste capítulo mas também em muitos outros, é possível verificar a ausência de sinais indicadores de diálogo, sendo normalmente uma virgula que separa as falas das personagens. Também os pontos de exclamação e de interrogação se encontram omissos, sendo no entanto, possível a sua percepção por parte do leitor.

Diana Carreto, nº5 12ºC

sábado, 20 de novembro de 2010

Exame Nacional de Português

Acabei de colocar na secção "Ligações", a ligação relativa às orientações para o exame nacional.

Carlos Jesus

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Leitmotiv

 Figura de repetição, no decurso de uma obra literária, de determinado tema, a qual envolve uma significação especial.